DIAS DE OUTONO

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De todas as estações do ano o outono era a que lhe parecia mais nostálgica. Talvez fosse a promessa de um inverso, o frio que começava a chegar, ameno… Não havia mais o sofrimento das horas quentes, seu café com leite e canela já lhe parecia agradável a seu estômago, percorria o corpo e a deixava em paz.

Esses meses, para ela, eram os mais felizes do ano. Andava pelas ruas sentindo o cheiro das coisas e registrava todos eles muito bem organizados e devidamente classificados em sua cabeça. Sabia distinguir o cheiro das flores que nasciam nos jardins das casas, das folhas que pendiam dos galhos prontas para caírem, do café cappuccino que serviam na padaria todas as manhãs e tardes. Aliás, ela adorava essa tarefa diária de comprar seu café quando saía e voltava para casa. 

Ouvir o barulhinho de suas botas sobre as folhas caídas, este era um prazer inexplicável. Parecia que a cidade mudava de cor, de um vermelho alaranjado, um marrom amarelado. Ela amava essa dança visual de cores, ventos, cheiros e sabores. Sabores porque eles também tornavam-se mais significativos no outono. Era uma experiência peculiar. 

Mas, o que mais amava era chegar em casa, colocar sua bolsa e chapéu no cabideiro ao lado da porta, ir a cozinha e preparar sua terceira dose de café, voltar a sala, sentar-se na poltrona em frente a grande janela, tirar as botas, colocar os pés quentinhos ainda com as meias na poltrona e observar a rua. Nossa, que rua mais linda! Via o fim do entardecer, as cores surgirem e irem, as pessoas passando de volta para suas casas, outras saindo. O céu de outono também era o melhor, o por do sol, as estrelas…

 

… 

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DIA DE ANIVERSÁRIO

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Comecei a escrever esse conto há uma semana, objetivando registrar aqui as emoções que vivi nessa tão esperada semana. Esperada é só uma forma de dizer, porque sempre imaginei que aos 25 anos já seria adulta, quero ressaltar que não me considero tão experiente assim, já teria uma casa, um carro, o emprego dos sonhos e várias viagem no exterior na minha bagagem de vida.

Mas… Vamos com calma, não tenho nenhuma dessas coisas ainda. Isso me parece estranho, é como se um futuro tão distante que permitia mil idealizações, até irreais, chegou tão rápido que não deu tempo nem de começar a planejar os caminhos que traçaria para alcançar meus objetivos. Ora isso me dá esperança, como se eu fosse apenas um brotinho de flor que ainda tem muito a viver para aflorar, ora me dá insegurança quando penso quanto tempo vivi sem parecer ter vivido. Será que dormi todo esse tempo?

Não, não dormi. Eu vivi. Mesmo que no dia de hoje não me pareça ter sentido, cada instante vivido foi usufruído no máximo das emoções. Minha velha amiga a emoção, sempre andando lado a lado comigo, me fazendo conhecer o céu, o fel.

Hoje parece que aquela velha depressão antecedente ao aniversário me pegou. Tenho certeza que você já viveu algo parecido. Só isso explica essa chuva de palavras desordenadas, sem conexão exata com uma escrita culta… Hoje lido com a poética. Escrever sempre me faz bem. Deveria experimentar você também.

Mas, enfim, hoje é meu aniversário, então parabéns para mim. E o que desejo para mais esse ano de vida? Que eles se multipliquem, tripliquem e quadrupliquem. Que a magia que enxergo no mundo nunca se vá, que eu nunca deixe de sonhar.

Happy Birthday for me!