CAIXAS ORGANIZADORAS DE MDE

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Quem trabalha com questões burocráticas, arte ou estuda geralmente tem um monte de bugigangas espalhadas pela casa, principalmente na escrivania, são canetas, lápis, tintas, cola, grampos, clipes, papeizinhos e tantos outros. Que tal organizar tudo isso e ainda dá um toque especial na decoração?

As caixas organizadoras estão aí para isso. Encontramos de vários materiais como plástico, papelão e até de madeira. Na internet existem vários diys dessas belezinhas também, tanto com dicas de personalização como para confeccioná-las.

Escolhi caixinhas organizadoras de madeira MDE, você pode encontrar-las em grandes lojas de papelaria e utilidades, como a Le Biscuit, por exemplo. Acho elas charmosas e mais resistentes de que em outros materiais.

Como estou optando por uma decoração mais clara, principalmente porque gosto muito de colecionar livros e toys que já deixa o ambiente com muita informação visual, escolhi pintá-las de branco. Para isso, comprei uma tinta em spray multiuso na cor branca fosca.

Para esse porta treco, que deixo ao lado do notebook, cortei bolinhas no papel contacte preto e colei.

Uma dica, se você quer que a pintura fique perfeita é lixar as peças e limpar com uma flanela antes de pintar. Só percebi que algumas delas não estavam com a madeira lisinha depois de pintá-las. Caso pinte de branco, dê entre duas a três mãos de tinta. 

As minhas ficaram com um aspecto mais rústico porque não lixei e optei por uma a duas camadas de tinta. Mas, gostei do resultado. 

 E vocês, o que acharam?

DEIXE A PORTA ENTREABERTA

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Você pode procurar pela expressão “deixar a porta entreaberta”, certamente irá encontrar conselhos para que escolha entre fechá-la de vez ou abri-la completamente. Que essa ambiguidade não é algo emocionalmente sadio, que é preciso abrir mão do que não lhe faz bem. Sim, acho que concordo com tudo isso.

Mas, se deixar a porta entreaberta for o que te estrutura? Se dizer adeus for algo excessivamente rígido e inalterado para você? Se sua sanidade caminhar entre o 8 ou 80? São muitos “se”, e talvez a resposta de nenhum deles seja exata, fixa, concentrada em um polo.

Você pode se perguntar qual o porquê de não conseguir fechar a porta, ou claramente deixá-la aberta. Mas, o não conseguir também é uma resposta. 

Posso precisar dos raios de sol que entram por ela, em suas modéstias e suavidades. Talvez precise do vento que passa sorrateiro e encha meus pulmões. Aromas podem escapar para dentro e me lembrar do que eu mais gostava. Nostalgia? Saudade? Necessidade? Nenhuma, todas ou alguma. 

Enquanto ela estiver entreaberta poderei vê através dela, poderei passar por ela…

Não estou aconselhando que suas portas fiquem entreabertas. Jamais! Você pode fechá-la, se assim quiser, você deve fechá-la. Mas, a minha continuará entreaberta, até que eu decida mudá-la de posição. 

DIAS DE OUTONO

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De todas as estações do ano o outono era a que lhe parecia mais nostálgica. Talvez fosse a promessa de um inverso, o frio que começava a chegar, ameno… Não havia mais o sofrimento das horas quentes, seu café com leite e canela já lhe parecia agradável a seu estômago, percorria o corpo e a deixava em paz.

Esses meses, para ela, eram os mais felizes do ano. Andava pelas ruas sentindo o cheiro das coisas e registrava todos eles muito bem organizados e devidamente classificados em sua cabeça. Sabia distinguir o cheiro das flores que nasciam nos jardins das casas, das folhas que pendiam dos galhos prontas para caírem, do café cappuccino que serviam na padaria todas as manhãs e tardes. Aliás, ela adorava essa tarefa diária de comprar seu café quando saía e voltava para casa. 

Ouvir o barulhinho de suas botas sobre as folhas caídas, este era um prazer inexplicável. Parecia que a cidade mudava de cor, de um vermelho alaranjado, um marrom amarelado. Ela amava essa dança visual de cores, ventos, cheiros e sabores. Sabores porque eles também tornavam-se mais significativos no outono. Era uma experiência peculiar. 

Mas, o que mais amava era chegar em casa, colocar sua bolsa e chapéu no cabideiro ao lado da porta, ir a cozinha e preparar sua terceira dose de café, voltar a sala, sentar-se na poltrona em frente a grande janela, tirar as botas, colocar os pés quentinhos ainda com as meias na poltrona e observar a rua. Nossa, que rua mais linda! Via o fim do entardecer, as cores surgirem e irem, as pessoas passando de volta para suas casas, outras saindo. O céu de outono também era o melhor, o por do sol, as estrelas…

 

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