RESENHA DE LIVRO: ESSA GAROTA ME PERTENCE

ESSA GAROTA ME PERTENCE  (Duologia Pertence Livro 1) é um livro da autora Morgana Tavares.

Esse é um romance adolescente bem clichê que se passa no Ensino Médio. Valentina Watson é uma garota ruiva, reservada, que não tem amigos e muito talentosa com a pintura. Jony Walker é o bonitão popular da escola, que arranca suspiros e parte corações. Alguém adivinha o que acontece? Se você disse que os dois se apaixonam, acertou. 
Eu disse que o livro é bem clichê, mas isso não significa que não seja muito bom. A paixão entre os personagens é certa, mas o desenrolar da história prende a atenção. É gostoso ver como a amizade dos dois vai sendo construída pouco a pouco, e como ela vai se tornando mais profunda e se encaminhando para o amor. A narrativa é simples, mas rica em detalhes, fazendo o leitor visualizar todas as cenas facilmente. 

Não é apenas o Jony que muda ao decorrer do tempo, Valentina também vai se tornando uma pessoas mais solta, sociável. Os dois amadurecem, entre brigas, desavenças, trocas afetivas e diversão.
Como ponto negativo, encontrei alguns erros de digitação e português, isso me desanimou um pouco. Mas, nada que impeça a leitura e as emoções que o livro desperta. Achei o título do livro meio possessivo, isso assusta um pouco e confesso que só o li porque já conhecia a autora e gostei muito do outro livro (por curiosidade foi “Eu sei que você me deseja“).

Esse é um livro que vale a pena ser lido, e ainda nos faz ficar com o gostinho de quero mais, vontade esta que pode ser saciada no segundo livro da duologia “Esse garoto me pertence“.

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  • Livro: Essa Garota me Pertence
  • Ano: 2020
  • Páginas: 388
  • Gênero: New Adult, Romance
  • Editora: Produção independente
  • Nota: 4 estrelas

Avaliação: 4 de 5.

RESENHA DE LIVRO: ROMÂNTICO ANÔNIMO

Romântico Anônimo é um romance da autora Darling Scotty.

Sinopse do livro:

Luke Daniels Marc é um homem de 35 anos que contrariando todas as expectativas continua sendo um romântico incurável. Sempre acreditou no amor, e mesmo depois de descobrir uma traição de sua noiva, ainda consegue acreditar que em algum lugar existe alguém que o amara. Mas a questão é: será que existe mesmo? Meganne Stevens é uma jovem australiana que acaba de viajar para a Irlanda, ela sonha em ser uma escritora de sucesso. Recentemente formada em literatura ela deseja encontrar inspiração para seu primeiro livro. No entanto, seu sonho pode demorar a torna-se realidade, já que a mesma está tendo que lidar com uma dor insuportável, capaz de deixá-la sem fôlego e com o coração aos pedaços, uma dor que parece querer consumir seu corpo, uma dor que dói em cada um dos seus poros e está definitivamente difícil de lidar. E para completar sua angústia, ela começa a receber mensagens de um sujeito que se auto intitula Romântico Anônimo. Vive uma dualidade dentro de sim, ao mesmo tempo em que se sente protegida pelo misterioso romântico, sente medo do que esse homem que sabe tanto da sua dor, possa ser um psicopata, esperando o momento certo de ataca-la. E em meio a seus receios ela descobrira um sentimento crescendo em seu peito em relação a única pessoa que se preocupa com ela, mesmo não o conhecendo. Será que ela, é a mulher que Luke tanto esperou? Ele espera que sim, afinal de contas está irrevogavelmente apaixonado pela garota.Ele é um romântico incurável, e por ela tornar-se-ia o Romântico Anônimo.

Minhas percepções:

Luke é um homem quase perfeito: responsável, adora crianças, bem sucedido, atencioso, brincalhão na medida certa, tem consciência social e ambiental e acredita piamente no amor e predestinação. Chega a ser engraçado alguns comportamentos e pensamentos dele em relação ao amor, tipo uma “adolescente sonhadora e romântica”. A vida do personagem é quase perfeita, tudo funciona maravilhosamente bem. O relacionamento com seu pai é extremamente próximo, cheio de demonstrações de afeto e respeito. O mesmo acontece com as crianças do orfanato. Com a exceção de ter sido abandonado pela mãe e traído pela ex-noiva, sua vida é maravilhosa. Todas essas características deixa a sensação de estar fora da normalidade, algo que dificilmente se encontraria na realidade. Diria que o único traço “negativo” nesse personagens são suas investidas invasivas para com Meganne, que no mundo real poderia ser entendida até como abusivas. Mas, como conhecemos o contexto da história, sabemos que ele não tem más intensões (risos) e esses comportamentos até reforçam a pitada de romance a história.

Por outro lado, Meganne está extremamente abalada, frágil e cheia de pendências para resolver na vida.

O que tem de comum na história?
A moça frágil que encontra um homem perfeito para ampará-la.

E o que tem de inovador na história?
A autora explora o fato dos laços afetivos familiares não estarem exclusivamente ligados aos laços sanguíneos, a família é feita pelo amor, respeito, apoio e cumplicidade.
O amor romântico é retratado de forma leve, sem erotismos, baseado na construção do cuidado e dedicação.
A figura do pai e da mãe é trabalhada de forma desmistificada, visto que ambos os personagens principais são criados exclusivamente pelos pais.
Além disso, fala-se sobre o perdão, a reaproximação afetiva, perdas, segundas chances e mostra que todo “vilão” também tem o seu lado da história.

Esse é um livro doce e leve, ótimo para se ler depois de uma leitura pesada, que mexeu com seu psicológico e te fez ficar angustiado ou muito introspectivo. Romântico Anônimo vai te fazer rir do comportamento dos personagens e algumas vezes achá-los loucos, chorar por empatia, torcer para que fiquem juntos logo.

Esse é um livro que merece ser lido!

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  • Livro: Romântico Anônimo, Autora Darling Scotty
  • Ano: 2020
  • Páginas: 162
  • Editora: Produção independente
  • Nota:

Avaliação: 4 de 5.

ESCAPISMO

escapismo-blog-bisexta

_ Eu quero é calma na alma, é ter paz de espírito e saber que eu sempre posso parar, retornar, refazer, encontrar uma saída tranquila.

Esta era a frase que Alice sempre trazia na ponta da língua, mas ela dizia muito mais do seu coração do que qualquer outra coisa. Era uma menina pacífica, faceira, mas muito mais introspectiva. Caminhava sonhando e respirava pensando.

Amava os sorrisos, principalmente quando dirigidos a ela. Mas, era a solidão que a energizava. Tão linda ela, com seus laços de fita presos aos cabelos e a felicidade enigmática que enchia seu olhar. O seu olhar, talvez soubesse que ninguém o leria.

Perde-se para ela era se encontrar. Sabia mais de amor do que da dor, mas reconhecia a dor como companhia. Sentia turbilhões, mas também vivia em calmaria.

E o que ela queria? Apenas viver, menina, mulher. Um peixe no oceano.